quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ensinando a Aprender - A importante diferença entre necessidade e desejo

Uma das maiores fontes de sofrimento é a confusão que muitas pessoas fazem entre “necessidades não atendidas” e “desejos não realizados”.
“Necessidades” referem-se a aspectos básicos da condição humana - alimentar-se, vestir-se, ter um lugar para morar, etc. Quando essas necessidades não são atendidas, o ser humano vive numa condição sub-humana e deve lutar, com todas as suas forças, para que essas necessidades sejam atendidas. A determinação das “necessidades” evolui com o passar dos séculos e com a civilização. Pode-se até considerar como “necessidades” do mundo moderno, ter acesso a telefone, à luz elétrica, à educação de qualidade, emprego, etc., necessidades que simplesmente não existiam nas sociedades primitivas ou mesmo rurais dos séculos passados.
“Desejos” são manifestações de nossa vontade. Não são necessidades. São desejos. Assim, temos o desejo de um carro novo, de um televisor maior, de um celular que nos permita fotografar. Temos também o desejo de ser promovido, de ter uma sala maior no trabalho, de conquistar maior fatia do mercado, de viajar para o exterior ou para uma bela praia. Isso tudo são “desejos” e não “necessidades”.
Posso controlar meus desejos. Posso mudar meus desejos. Posso postergar meus desejos. Mas não posso postergar a minha fome, o meu frio, a minha doença. Assim, tenho o livre arbítrio em relação aos meus desejos, mas não tenho em relação às minhas necessidades.
Se confundirmos “desejos não realizados” com “necessidades não atendidas”, com certeza viveremos num grande sofrimento pois que, pensando que desejos são necessidades pensaremos não conseguir viver sem nossos desejos realizados. E seremos eternos infelizes, pois nossos desejos mudarão, aumentarão e nunca conseguiremos realizá-los todos.
Sabendo essa importante diferença você poderá controlar seus desejos e adaptá-los à sua realidade e condição e será mais feliz. É claro que você deve sempre desejar mais e desejar coisas melhores e melhores condições de vida. Mas nunca deve confundir desejo com necessidade.
Ensinar às crianças essa importante diferença filosófica é fundamental para que cresçam como pessoas equilibradas e com a dimensão correta sobre as coisas pelas quais devam lutar. Pense nisso.

Fonte: http://www.fundacaolamf.org.br/index.php?option=content&task=view&id=54&Itemid=42

Os Dilemas Morais

O Trem descontrolado
Um trem vai atingir 5 pessoas que trabalham desprevinidas sobre uma linha. Mas você tem a chance de evitar a tragédia acionando uma alavanca que leva o trem para outra linha, onde ele atingirá apenas uma pessoa. Você mudaria o trajeto, salvando as 5 e matando 1?
Se você respondeu que “sim, mudaria o trajeto” está entre a maioria das pessoas (97%). Por algum motivo temos uma visão utilitarista do mundo. Pensamos que a atitude mais correta é a que resulta na maior felicidade para o máximo número de pessoas. Mas há um porém. Por exemplo, se multiplicássemos por 1 milhão: você mataria 1 milhão de pessoas para salvar 5 milhões? Decisões assim sustentaram diversos regimes totalitários que desgraçaram uma minoria em nome da maioria.

O trem descontrolado - parte 2
Imagine a mesma situação anterior: um trem em disparada irá atingir 5 trabalhadores desprevinidos. Agora, porém, há uma linha só. O trem pode ser parado por algum objeto pesado jogado em sua frente. Um homem com uma mochila muito grande está ao lado da ferrovia. Se você empurrá-lo para a linha, o trem vai parar, salvando 5 pessoas, mas liquidando uma. Você empurraria o homem da mochila para a linha?
Pela lógica, esse dilema é a mesma coisa que o anterior. Continua sendo trocar 1 vida por 5. Mesmo assim a maioria das pessoas (75%) não empurraria o homem. O que acontece aqui é que preferimos não nos envolver diretamente na morte daquela pessoa. No caso anterior entendemos que ela morre por consequência do trem a atingindo e não porque diretamente nos envolvemos empurrando-a para dentro do trilho. Nossa mente aceita matar um próximo de maneira indireta (através de uma máquina ou ferramenta por exemplo) do que sujando nossas próprias mãos. Nada muito nobre, diga-se.

Totem e tabu
No seu país, a tortura de prisioneiros de guerra é proibida. Você é tenente do Exército e recebe um prisioneiro recém-capturado que grita: “Alguns de vocês morrerão às 21h35″. Suspeita-se que ele sabe de um ataque terrorista a uma boate. Para saber mais e salvar civis, você o torturaria?
Países como os EUA e Israel se valem de dilemas como esse para tentar legalizar a prática da tortura em seus territórios. Essa situação se parece com as anteriores em termos de salvar o maior número de vidas mas temos uma tendência ainda maior de contrariá-la. A razão pode estar no nojo. Isso mesmo: a maioria das pessoas sente nojo - aquela vontade de vomitar ao olhar um esgoto - quando assistimos uma sessão de tortura.

Os limites da promessa
Um amigo quer lhe contar um segredo e pede que você prometa não contar a ninguém. Você dá sua palavra. Ele conta que atropelou um pedestre e, por isso, vai se refugiar na casa de uma prima. Quando a polícia o procura querendo saber do amigo, o que você faz?
Pasmem ou não: a resposta aqui varia de cultura para cultura. Os russos acusariam o amigo na lata. Os americanos protegeriam o amigo mentindo na cara dura e dando pistas erradas. Os brasileiros inventariam histórias malucas para dizer que a culpa não era do amigo e sim do pedestre, que era suicida. Saber que a moral muda de acordo com a cultura é importante para não julgarmos costumes de um povo como se fossem os nossos mas, podem haver dilemas morais ainda mais difíceis como o próximo…

Choque cultural
Você é um funcionário da Funai, trabalhando na Amazônia sob ordem expressa de jamais intervir na cultura indígena. Passeando perto de uma clareira, nota que ianomânis estão envenenando o bebê de uma índia, que está aos prantos. Você impediria a morte do bebê?
Essa situação é exatamente combatida pela ONG Atini que tenta acabar com o infanticídio entre os índios brasileiros. A ONG foi formada pelos pais adotivos da ianomâni Hakani, que viveu um caso parecido em 1995. Hakani foi encontrada por um casal de funcionários da Funai. Um antropólogo do ministério público tentou barrar a adoção, dizendo que era uma agressão à cultura ianomâni. E aí, o que vale mais: a vida humana ou o respeito às tradições de um povo?
Não há uma resposta definitiva. Os absolutistas morais colocam a vida humana acima das tradições enquanto que os relativistas morais fazem o contrário. Talvez a solução do dilema esteja na hesitação dos pais. Ela mostra que o infanticídio não é um consenso entre os índios. Ou seja, o terror emocional diante de matar ao próprio filho existe mesmo em culturas que admitem matar suas crianças.

06/05/2009 - O retorno

Prezados alunos, bom dia!!

Bom... Antes tarde do que nunca. O blog volta à sua atividade normal, depois de alguns atropelos que me impediram de atualizá-lo adequadamente.

Um forte abraço,

Cap Pollyanna

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Trabalho para o dia 04/03

Prezados alunos, boa noite!

Aqui estão as duas questões do trabalho que passei na última aula:

1) Defina, com suas palavras:
a) Ética
b) Moral
c) Valores

2) Comente a afirmação: "O esforço da construção da vida moral exige a discussão constante dos valores vigentes." (mínimo 10, máximo 15 linhas)

Observações:
1ª) Trabalho deve ser manuscrito.
2ª) Se copiar definições ou citações, citar obrigatoriamente a fonte de pesquisa.
3ª) Não usar a Wikipédia como fonte.

Um forte abraço, aproveitem bem o restante do feriado.

Cap Pollyanna

"Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo." (Voltaire)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Aula do dia 18/02/2009 - Construção do Sujeito Moral

Olá, queridos alunos! Espero que o fim de semana esteja sendo ótimo para todos.

Nossa aula de quarta-feira será na sala de Geografia (ao lado do auditório), pois preciso utilizar os recursos do computador para aproveitar melhor o tempo da aula.

Pretendo enfatizar os principais conceitos trabalhados em nossos dois primeiros encontros (regras, convivência, valores, sociedade, entre outros), porém relacionando-os diretamente com a construção do sujeito moral.

Na ocasião, darei os direcionamentos necessários à realização do nosso primeiro trabalho avaliativo, cuja data de entrega será o dia 04/03.

Comecemos nossa reflexão com o auxílio do seguinte vídeo:



Beijos,

Cap Pollyanna

"Uma poderosa ferramenta para nos ajudar a gerir com habilidade a nossa vida é perguntar antes de cada ato se isso no trará felicidade. Isso vale desde a hora de decidir se vamos ou não usar drogas até se vamos ou não comer aquele terceiro pedaço de torta de banana com creme." (Dalai Lama)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aula do dia 11/02/2009 (Agora sim!!!)

Caros alunos, boa noite.

Desculpem-me pelo atraso na divulgação do conteúdo da aula de amanhã. Ainda estou me acostumando com esta nova ferramenta de trabalho...

Minha meta, a curto prazo, é atualizar o blog, no mínimo, uma vez por dia, de segunda a sábado. Afinal, este espaço de discussão deve ser cada vez mais atraente e eficiente.

Amanhã, nosso foco de discussão será a importância dos valores, social e individualmente. No post anterior, sugeri que vocês assistissem dois vídeos e, para tal, disponibilizei os "links" dos mesmos. Como ainda estou aprendendo a montar o blog, volto a apresentá-los, só que agora de uma forma mais didática:





Assistam para que possamos discutir na aula de amanhã, certo?

Beijos a todos,

Cap Pollyanna

"Não se aprende Filosofia, mas a filosofar".
Immanuel Kant (1724 - 1804)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aula do dia 11/02/2009

Prezados alunos, boa noite! Espero que tenham tido um excelente fim de semana.

Ainda hoje vou disponibilizar, aqui no blog, o conteúdo da aula de quarta-feira.

Beijos a todos,

Cap Pollyanna