quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Trabalho para o dia 04/03

Prezados alunos, boa noite!

Aqui estão as duas questões do trabalho que passei na última aula:

1) Defina, com suas palavras:
a) Ética
b) Moral
c) Valores

2) Comente a afirmação: "O esforço da construção da vida moral exige a discussão constante dos valores vigentes." (mínimo 10, máximo 15 linhas)

Observações:
1ª) Trabalho deve ser manuscrito.
2ª) Se copiar definições ou citações, citar obrigatoriamente a fonte de pesquisa.
3ª) Não usar a Wikipédia como fonte.

Um forte abraço, aproveitem bem o restante do feriado.

Cap Pollyanna

"Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo." (Voltaire)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Aula do dia 18/02/2009 - Construção do Sujeito Moral

Olá, queridos alunos! Espero que o fim de semana esteja sendo ótimo para todos.

Nossa aula de quarta-feira será na sala de Geografia (ao lado do auditório), pois preciso utilizar os recursos do computador para aproveitar melhor o tempo da aula.

Pretendo enfatizar os principais conceitos trabalhados em nossos dois primeiros encontros (regras, convivência, valores, sociedade, entre outros), porém relacionando-os diretamente com a construção do sujeito moral.

Na ocasião, darei os direcionamentos necessários à realização do nosso primeiro trabalho avaliativo, cuja data de entrega será o dia 04/03.

Comecemos nossa reflexão com o auxílio do seguinte vídeo:



Beijos,

Cap Pollyanna

"Uma poderosa ferramenta para nos ajudar a gerir com habilidade a nossa vida é perguntar antes de cada ato se isso no trará felicidade. Isso vale desde a hora de decidir se vamos ou não usar drogas até se vamos ou não comer aquele terceiro pedaço de torta de banana com creme." (Dalai Lama)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aula do dia 11/02/2009 (Agora sim!!!)

Caros alunos, boa noite.

Desculpem-me pelo atraso na divulgação do conteúdo da aula de amanhã. Ainda estou me acostumando com esta nova ferramenta de trabalho...

Minha meta, a curto prazo, é atualizar o blog, no mínimo, uma vez por dia, de segunda a sábado. Afinal, este espaço de discussão deve ser cada vez mais atraente e eficiente.

Amanhã, nosso foco de discussão será a importância dos valores, social e individualmente. No post anterior, sugeri que vocês assistissem dois vídeos e, para tal, disponibilizei os "links" dos mesmos. Como ainda estou aprendendo a montar o blog, volto a apresentá-los, só que agora de uma forma mais didática:





Assistam para que possamos discutir na aula de amanhã, certo?

Beijos a todos,

Cap Pollyanna

"Não se aprende Filosofia, mas a filosofar".
Immanuel Kant (1724 - 1804)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aula do dia 11/02/2009

Prezados alunos, boa noite! Espero que tenham tido um excelente fim de semana.

Ainda hoje vou disponibilizar, aqui no blog, o conteúdo da aula de quarta-feira.

Beijos a todos,

Cap Pollyanna

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Excelentes impressões!!

Obrigada a todo o 2º ano pela participação e interesse durante as aulas de hoje! Fiquei extremamente satisfeita com nosso primeiro contato. Vocês estão de parabéns!!

Vocês podem estar se perguntando sobre o processo de avaliação que adotarei. Desejo avaliá-los de forma diversificada e progressiva, por meio de VIs (individuais ou em dupla), trabalhos em grupo, resumos e, é claro, das AEs.

Além disso, estou decidindo quais serão os dois livros (um para cada semestre) que proporei para leitura complementar e cujos conteúdos serão cobrados nas AEs. Estou aberta a sugestões. Tenho certeza de que vocês têm muito boas ideias sobre o que podemos ler neste ano.

Um beijo, durmam bem, apareçam por aqui assim que puderem!

Cap Pollyanna

"Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante do que a velocidade" (Edson Marques)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Nossos alunos precisam de princípios, e não só de regras"

(Trechos da entrevista concedida pelo professor Yves de La Taille à revista Nova Escola, em junho de 2008)
Agressões, humilhação, ausência de limites. Nove em cada dez educadores reclamam que as salas de aula estão cada vez mais incivilizadas e que é preciso dar um basta. Para resolver o problema, nove entre dez escolas recorrem a regras de controle e punição. “É legítimo, mas é pouco. É preciso criar uma lei para coibir algo que o bom senso por si só deveria banir?”, questiona Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Especialista em Psicologia Moral (a ciência que investiga os processos mentais que levam alguém a obedecer ou não a regras e valores), ele defende que a escola ajude a formar pessoas capazes de resolver conflitos coletivamente, pautadas pelo respeito a princípios discutidos pela comunidade. O caminho para chegar lá passa pela formação ética – não necessariamente como conteúdo didático, mas principalmente no convívio diário dentro da instituição. Co-autor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sobre Temas Transversais, La Taille aponta que a tentativa de abordar assuntos como ética, orientação sexual e meio ambiente de maneira coordenada em várias disciplinas não funcionou no Brasil. “É uma proposta sofisticada que não se transformou em realidade.” Nesta entrevista concedida a NOVA ESCOLA, o ganhador do Prêmio Jabuti de 2007 na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise, com o livro Moral e Ética, Dimensões Educacionais e Afetivas, indica caminhos para trabalhar esses temas no ambiente escolar.
Políticos, educadores e a sociedade cada vez mais pedem ética para solucionar problemas sociais. A que se atribui essa demanda?

YVES DE LA TAILLE Existe uma situação de medo, uma percepção de que as relações humanas estão cada vez mais desrespeitosas. Mas creio que a demanda social não seja realmente por ética. O clamor, na verdade, é por normatização. Tanto que hoje temos uma espécie de hiperinflação de leis. Um exemplo é o projeto aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo proibindo o uso de celulares dentro das classes. É claro que atender ao aparelho durante a aula atrapalha, mas como a escola enfrenta esse problema? Criando uma regra de controle em vez de discutir os valores envolvidos nessa situação – o respeito ao outro, por exemplo. Penso que deveria haver uma regulação social, e não uma regulação estatal, para esses comportamentos.
O que significa isso?

LA TAILLE Significa que a própria sociedade deveria ser capaz de administrar essas atitudes. O professor, por exemplo, tem a possibilidade de dizer: “Não vamos usar o celular porque isso atrapalha a aula, a não ser numa emergência”. Quando uma lei exterior resolve até os mínimos conflitos, cria-se uma sociedade infantil. Já a formação ética, em vez da simples normatização, discute as relações com outras pessoas, as responsabilidades de cada um e os princípios e valores que dão sentido à vida.
No Ponto de Encontro, procure pela comunidade Indisciplina Escolar

Como a escola pode discutir princípios e valores?

LA TAILLE Antes de tudo ela tem de eleger seus próprios princípios, coerentes com a Constituição brasileira: liberdade, respeito, igualdade, justiça, dignidade... É fundamental, ainda, deixar claro aos estudantes e pais quais são esses princípios, defendendo-os com unhas e dentes. Por exemplo, se um aluno for humilhado, ferindo o princípio da dignidade, alguma coisa precisa ser feita. Aí entram debates, reuniões e assembléias para discutir regras que garantam a defesa do princípio.
"A dimensão moral da criança tem de ser trabalhada desde a pré-escola. Ética se aprende, não é uma coisa espontânea"

Qual é a real influência da escola no desenvolvimento moral e ético?

LA TAILLE Em primeiro lugar, é preciso lembrar que criar cidadãos éticos é uma responsabilidade de toda a sociedade e suas instituições. A família, por exemplo, desempenha uma função muito importante até o fim da adolescência, enquanto tem algum poder sobre os filhos. A escola também, na medida em que apresenta experiências de convívio diferentes das que existem no ambiente familiar – se deixo meu quarto bagunçado, o problema é meu; se deixo uma classe bagunçada, o problema não é só meu.
É preciso criar aulas específicas para abordar esses temas?

LA TAILLE Penso que a transversalidade é melhor que uma aula específica. Se ela for considerada inviável numa determinada instituição, então que se proponha uma aula. Mas, se essas discussões não encontrarem eco nas próprias relações da escola, o trabalho em sala terá pouco efeito. É preciso que o conteúdo seja inseparável do convívio. Não adianta falar das belas virtudes da justiça e da generosidade e ter um ambiente de desrespeito e indiferença. Por outro lado, se os contatos forem expressão de uma sociedade digna e solidária, faz sentido discutir justiça e generosidade. Existe uma ponte entre a vida e a reflexão sobre a vida.

Muitos educadores trabalham regras de convivência com a turma em suas aulas por meio dos combinados, discutindo normas coletivamente. Qual é sua opinião sobre essa prática?

LA TAILLE Para que um combinado seja efetivamente aceito, é preciso prestar atenção a três aspectos. Primeiro, é necessário que os princípios inspiradores norteiem o acordo e sejam explicitamente colocados, não fiquem apenas implícitos para a turma. Na escola inglesa Summerhill, por exemplo, um dos princípios fundamentais é o da igualdade. Com base nele, ficou decidido que nenhuma assembléia poderia resolver que os meninos menores serviriam aos maiores – algo que, na prática, poderia acontecer caso os mais velhos tivessem maioria em uma votação, digamos. Esse, aliás, é o segundo ponto importante: deve-se evitar ao máximo que os combinados se dêem por votação. É preferível procurar o consenso, o que dá muito mais trabalho mas é bem mais rico porque desenvolve a prática de escutar o outro. Se o grupo segue muito rápido para a votação, elimina-se uma etapa preciosa que poderia ser dedicada ao diálogo. A votação não é diálogo, a votação é poder: se eu tenho mais votos que você, você perde e eu ganho. Em terceiro lugar, o professor não pode abrir mão de seu papel de autoridade, simplesmente jogando para o grupo as responsabilidades pelas sanções que o combinado pode gerar.
Há algum caso prático que exemplifique essa atuação?

LA TAILLE Posso contar um fato real ocorrido numa excelente escola, uma das melhores que eu conheço. A professora combinou com uma turma de 5 e 6 anos que, após as brincadeiras, as crianças guardariam os brinquedos. Todas brincaram, mas duas delas resolveram não guardar o brinquedo. O que fazer nessa hora? A educadora – que depois se arrependeu profundamente – propôs que a classe criasse uma lista num pedaço de papel, escrevendo de um lado aqueles que cumpriram o combinado e do outro os que não. Resultado imediato: o menino e a menina que haviam desobedecido ao acordo ficaram desesperados porque se viram excluídos. Foram para casa e disseram que não queriam mais voltar à escola de jeito nenhum. O erro da professora foi justamente atribuir ao grupo a sanção. A tirania do grupo às vezes é pior do que a tirania de uma só pessoa.

Qual seria a atitude correta da professora nessa situação?

LA TAILLE Ela deveria ser a guardiã do combinado, dizendo aos pequenos: “Vocês vão arrumar os brinquedos, sim. Primeiro, em razão do combinado. Segundo, porque eu estou mandando”. É preciso cuidar para que a criança não substitua a figura do adulto. Ela precisa dessa referência de autoridade, de proteção, de confiança. Depois, à medida que a turma vai tomando consciência e refletindo sobre as questões morais, pouco a pouco o grupo passa a assumir essa referência.

Então, pode-se dizer que a questão da indisciplina é um problema moral?

LA TAILLE Depende do que se entende por indisciplina. Eu vejo três definições para o termo. A primeira tem a ver com a falta de autodisciplina, que é quando o aluno não consegue organizar a tarefa. A segunda pode ser associada à desobediência. Acontece quando eu mando o aluno fazer algo e ele não faz. Eu deixo de ter autoridade porque ele não seguiu minhas ordens, mas não fui desrespeitado. O estudante pode desobedecer dizendo algo como “Senhor, me desculpe, mas eu não vou fazer a lição”. É uma questão política, tem a ver com a legitimidade do posto de direção. A terceira indisciplina, o desrespeito, essa, sim, é uma questão moral. Se estou lecionando e o aluno se levanta e vai embora como se eu não existisse, fui desobedecido como autoridade e desrespeitado como pessoa, independentemente do fato de eu ser ou não professor. Isso não se justifica. Um professor com uma aula chata não me autoriza de jeito nenhum a desrespeitá-lo.

Inaugurar é preciso...

Olá a todos!!

Bom, inaugurar é preciso... A partir de agora, estão abertos os trabalhos do blog "Decifrando a Matrix"! Será uma ferramenta muito útil e dinâmica, que certamente nos ajudará a compreender melhor essa maravilhosa realidade da filosofia.

O nome do blog, queridos alunos, é provisório. Enviem suas sugestões para "batizarmos" em definitivo essa criança!! E sempre o acessem, pois aqui disponibilizarei artigos, vídeos, bibliografia e tudo o mais que for necessário para ajudá-los a dar os passos necessários nas reflexões, nas problematizações e na construção do conhecimento.

Aos meus alunos do 2º ano, um abraço afetuoso. Estou muito feliz por ser sua professora novamente. Estamos todos aprendendo. Conto com vocês nessa jornada de descobertas.

"Cogito ergo suum"!

Cap Pollyanna